Icon Vadis
acordeão
João Paulo Santos
voz, guitarra
Jorge Branco
bateria
Paulo Nunes
flautas, sax, gaita-de-foles
Pedro Martins
voz, violino, bandolim
Zé Tó Rodrigues
baixo
- ...e recordar é viver (8)
- 'tou lixado com isto (3)
- Bebop (3)
- Feira de Abril (1)
- Feliz Aniversário (2)
- Icon Vadis and The Waterboys (1)
- Icon Vadis na TV (1)
- Karranka Bar (2)
- Mercado Negro (2)
- Os "colegas" (2)
- Outonalidades 2010 (1)
- Performas (1)
- Player's (1)
- Ria Café (3)
- St. Patrick's (1)
- Teatro Aveirense (2)
- Tourné 1993 (1)
- Tourné 1994 (1)
- Tourné 1996 (2)
- Tourné 1997 (1)
- Tourné 1998 (1)
- Tourné 2003 (1)
- Tourné 2004 (1)
- Tourné 2006 (5)
- Tourné 2008 (3)
- Tourné 2009 (6)
- Tourné 2010 (7)
Reservo-me hoje ao direito à indignação relativamente ao nosso concerto de ontem à noite na praça do peixe...
por 2 motivos, a saber:
1.º - numa cidade que, apesar de em ascenção cultural, embora lenta, carece de eventos que motivem as pessoas a sair de casa e a gastar dinheiro em bilhetes para pagar a artistas, ter uma noite com 4 eventos distintos num raio de 500m é um exagero, e é única e exclusivamente fruto de uma má articulação entre organizações e falta de uma supervisão cultural. A nós tocou-nos a praça do peixe, numa organização i-sensia, mas à nossa volta havia mais 3 concertos no rossio, no TA e no MN. Um aspecto a rever certamente.
2.º - por falar em motivação para as pessoas, as condições apresentadas aos músicos, e das quais advém a qualidade dos espectáculos, são fundamentais para motivar os que saem de casa. Ou então corremos o risco de espantar os poucos que se preocupam em ver e ouvir o que se passa na nossa cidade. E neste aspecto a i-sensia (http://www.i-sensia.com/) merece-me aqui alguns reparos no que diz respeito às condições logísticas que nos apresentou ontem.
Faço-o aqui publicamente depois de o ter feito ainda antes do concerto, ontem, a quem de direito.
Sem querer entrar em grandes pormenores técnicos, que não servem aos leigos nesta matéria, ontem não tinhamos as condições mínimas necessárias para tocar, nomeadamente:
- número insuficiente de microfones e tripés;
- número insuficiente de canais da mesa;
- umas colunas de som em péssimo estado e sem potência sonora(de salientar que antes do intervalo uma delas deixou mesmo de funcionar);
- monição insuficiente e sem qualidade;
- falta de iluminação no palco;
- etc, etc, etc...
Sem querer tirar o mérito da inicitaiva da i-sensia, que se encontra a dinamizar as 5.ªs e 6.ªs feiras da praça, e apesar de o ditado ser antigo (Santos da casa não fazem milagres), e partindo, ainda, do princípio que aquele é o material para todos os dias e todas as bandas, acho que os músicos, sejam eles de aveiro ou de outro qualquer ponto do país ou estrangeiro, seja a iniciativa um grande evento ou um mais pequeno, como foi o caso, merecem ser tratados com maior dignidade.
No caso das pequenas bandas como a nossa, não são os reduzidos cachet's que nos movem mas sim o gosto de tocar mais e mais, e poder fazê-lo fora das salas de ensaio, ao vivo, para as pessoas que nos querem ouvir. E com condições como a de ontem sentimos defraudadas as nossas expectativas e intentos.
E pior que isso, corremos o risco de afugentar quem abnegadamente se predispõe a ouvir-nos perdendo assim o tão desejado e, por natureza, quase sempre escasso público.
E neste aspecto perdem eles e nós!
Fica o reparo à espera de melhores dias.
Nos tempos mais activos, refiro-me aos anos de 1996 a 1998, era comum assistirmos a concertos de outras bandas quer estivessem elas no mesmo “cartaz” que os Icon Vadis quer outras com as quais sentíamos a devida afinidade merecedora de uma deslocação dedicada para assistirmos ao respectivo concerto em nome próprio.
amigos não esqueçam que 5.ª feira voltamos a ensaiar ok?
JP não queres arriscar um alinhamento!?
abraços
It was for sure the “no money years” so I did need my aunt around to pay the gift, it was symbolic because the main one was me… I was born in the same day of his birthday… this fact made me always proud and I did never forget to tell it to everyone.
The famous “I was born in the same day of my father’s birthday” remains till today.
At that time in the most beautiful train station of Lisbon (Rossio) we did have always a solution for a gift… “let’s go to that one”… my choice was a disc store, I was looking for a 45rpm in the “W” music-stand, I was looking for my favorite song “The Whole of the Moon” from the Waterboys.
As a matter of fact that single intended to be not only a gift for my father but also for myself and I saw no crime at all with that.
I did found it.
When I was prepared to pay for it her voice almost shot me down “that song is not bad but I prefer this one and I think your father too”!
I was without reaction for a few seconds in a frustrated attempt that she paid for it and forgot that nightmare choice, her choice, but no success.
Inside my head I was screaming, I was furious, OH NO, FEARGAL SHARKEY…. NO PLEASE NO… that guy with a strange face… a guy that almost looks like a blonde girl with that hair…. NO PLEASE NO.
I prefer everything about the Waterboys and his mentor Mike Scott instead of Feargal Sharkey, I rather prefer the songs… that voice… the black Ovation guitar… the attitude… the hair… and of course the lyrics… despite of my only 2 or 3 years of English school “The Whole of the Moon” lyrics was far better than the annoying “… and good heart these days is hard to find…”.
No way… the money wasn’t mine so I brought home “A Good Heart” to give to A GOOD HEART as a birthday gift, I don’t know how but she stills my favorite aunt and believe me… I have a lot of aunts.
She forced me to bring home Feargal Sharkey instead of Mike Scott… it’s not fair.
Later, as a revenge, I don’t have one but three “Whole of the Moon”… in the “This is the Sea” album, in the “Best Of 81-90” and in the “T.W.O.T.M. The Music from Mike Scott and the Waterboys”.
O espectáculo estava agendado para as festas da Amadora, íamos tocar num campo de futebol com os GNR, Santos & Pecadores e com a Fúria do Açúcar, 4 bandas numa só noite, era o tempo dos saudosos bons orçamentos das Câmaras Municipais.
Estávamos de facto ansiosos com essa actuação.
O problema com as entidades patronais de cada um de nós ficou resolvido com 2 dias de férias e assim lá partimos todos catitas num monovolume com motorista e tudo.
Normal seria que, ao passarmos por Leiria, a temperatura subisse uns 2 graus mas naquele dia baixou e surgiram umas nuvens cinzentas como pré-aviso de que algo não iria correr muito bem, nada abalava o nosso entusiasmo, chegados ao recinto o ego aumentou ainda mais… inesperadamente o público que já lá estava gritou e bateu palmas mal saímos da Sharan.
Depressa perceberam que não eram as ilustres vedetas que tocariam nessa noite mas sim os menos famosos de todos ainda assim continuaram com as palmas e com cânticos usados em jogos de futebol… estavamos radiantes… queríamos tocar.
As nuvens decidiram confirmar o pré-aviso e começou a chover em pleno sound-check dos GNR.
O sound-check é o “fazer som” antes das actuações para que tudo fique equilibrado e soe bem, os últimos a actuar são os primeiros a fazer o som e por essa ordem seríamos os últimos a fazer som porque iríamos ser os primeiros a actuar.
Na música ao vivo o estatuto é medido assim o último a tocar é habitualmente a banda mais consagrada.
A chuva atrasou tudo, mesas de som e restantes aparelhagens tapadas em stress, o público que nos aplaudiu desapareceu do local mas o pior estava para vir, a Fúria do Açúcar e nós apesar de integralmente pagos não actuaríamos nessa noite devido ao grande atraso no sound-check.
Eu estava profundamente triste com a situação, tinha divulgado tanto e orgulhosamente o evento que tinha grande parte dos familiares lisboetas na assistência, era daqueles dias em que musicalmente sabíamos que iria correr bem.
Depois do jantar com os Santos & Pecadores e com a Fúria do Açúcar e depois de assistir às actuações dos eleitos decidimos ir para o hotel, como rapazolas poucos tinham tido a experiência prévia de ter estado num hotel de 4 estrelas… tudo era novo e espectaculamente grandioso.
Na manhã seguinte o nosso manager Rui Martins foi fazer o check-out, vendo-o muito perturbado dirigi-me a ele e perguntei-lhe o que se passava… “eh pá um dos quartos tem um adicional de oito contos e tal de HOT TV e MINI BAR”… “andam a brincar pá?”… "nunca viram umas mamas?"... “não sabem que isto é caro pá?”.
A cara de aflitos de uns denunciou-os, os restantes riam perdidos, e ele lá continuou dirigindo-se ao balcão “vieram a Lisboa ver HOT TV e esvaziar o MINI BAR e o Rui é que paga”.
“Oh Rui só vimos um bocadinho”
“Cala-te pá”
Esta foto é apenas um mero exemplo de entre umas dezenas que Revista Rolling Stone resolveu disponibilizar, Kurt Cobain com a filha Francis Bean Cobain (sete meses antes da morte do músico).As fotos podem ser vistas aqui (vão fazendo "next" ok? :))
Mais uma referência aos Icon Vadis no muito interessante blogue do João Nuno Silva "A Certeza da Música", podem ler aqui.
Isto de lutarmos por um lugar ao sol não será um objectivo deveras ambicioso?






